Casa de eventos contrata gente por evento. Crachá se perde, digital falha com mão molhada e planilha de entrada e saída é ficção — todo mundo assina no fim do mês pelo que lembra. O ponto por reconhecimento facial acabou com a discussão.
O colaborador cadastra o próprio rosto uma vez pelo celular ou pelo computador. Na entrada de serviço fica um terminal dedicado: a pessoa chega, o terminal reconhece e registra. O gestor vê horas por pessoa e por período; o colaborador vê as próprias horas na área dele.
A decisão técnica que sustenta o módulo é onde o reconhecimento acontece. O rosto é processado NO NAVEGADOR, com face-api.js e os modelos de detecção e reconhecimento carregados localmente. O que vai para o banco é o descritor facial — o vetor numérico que representa aquele rosto — e não um álbum de fotos dos funcionários. Além de ser mais rápido e funcionar sem depender de serviço externo, isso importa por outro motivo: dado biométrico é dado pessoal sensível pela LGPD, e o volume de dado sensível que você guarda é exatamente o tamanho do problema que você tem se vazar. Guardar o mínimo é decisão de arquitetura, não de conformidade.
O módulo tem ainda recadastro forçado por gestor (quando o rosto muda ou o cadastro ficou ruim), escala de funcionários e banco de horas ligados ao mesmo registro. Faz parte da Intranet Espaço Taal e roda também na implantação da rede de mercados.